Notícia do Jornal Estadão de 07 de novembro de 2013- Fabiana Cambricoli
'Um anúncio feito nesta quinta-feira pela FDA (Food and Drugs
Administration), agência americana que regulamenta medicamentos e
alimentos nos EUA, poderá levar à proibição da gordura trans naquele
país. Presente em produtos industrializados como bolos e pães, o óleo
hidrogenado, origem da gordura trans, foi classificado pelo órgão como
"não seguro" para o uso na fabricação de alimentos.
Segundo a agência, a constatação foi feita com base em evidências
científicas que mostram que o consumo de gordura trans aumenta o risco
de doenças cardíacas. Antes de declarar sua posição final, a FDA ouvirá a
indústria e consumidores. A consulta será feita em 60 dias. Se o
composto for declarado, em definitivo, como inseguro, passará a ser
proibido.
Segundo o órgão, uma futura redução da gordura trans na alimentação
dos americanos poderia evitar 7 mil mortes e 20 mil enfartes por ano no
País.
Procurada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse
que não comentaria o anúncio da FDA e informou que não há proposta para
proibir o composto no Brasil. Disse, no entanto, que o Ministério da
Saúde vem firmando uma série de acordos com a indústria alimentícia para
a redução do teor de substâncias prejudiciais, como sódio, açúcar e
alguns tipos de gordura. Tais acordos, porém, não têm força de lei. A
adesão é facultativa.
Impacto positivo. Segundo Raul Dias dos Santos,
professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Unidade de
Lípides do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor),
estudos já mostraram que a gordura trans é a que traz mais prejuízos à
saúde e sua proibição seria positiva. Ele afirma, porém, que é preciso
ter cautela em relação às substâncias que a substituiriam.
"Estudos já mostraram que a trans aumenta o colesterol ruim e diminui
o bom, provoca inflamação do sangue e favorece o acúmulo de gordura na
região abdominal. O problema é o que vai ser colocado no lugar dela.
Geralmente, são gorduras saturadas, que também aumentam os níveis de
colesterol ruim", disse Santos.'
Link para reportagem original:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,eua-estudam-banir-gordura-trans-dos-alimentos,1094344,0.htm
Mais informações no site oficial do FDA: http://www.fda.gov/forconsumers/consumerupdates/ucm372915.htm
Plataforma de informações sobre projetos de extensão relacionados à alimentação saudável e livre de gordura trans
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
A diferença entre os alimentos Light e Diet
Os produtos alimentícios light tem redução na sua
composição de, no mínimo, 25% do valor calórico e de nutrientes se comparado à
versão tradicional. Desta forma, reduz-se algum componente do alimento (nem
sempre as gorduras, como a mídia muitas vezes leva à população a pensar),
porém, é comum que se aumenta o teor de sódio – o que desmitifica o alimento light como
obrigatoriamente a opção mais saudável dentro do mercado. Já o termo diet refere-se
à diminuição/retirada de componentes para auxiliar na dieta de ingestão
controlada de açúcar – geralmente voltada aos diabéticos. Essa diferença entre light e diet é
essencial para que as pessoas façam escolhas adequadas às suas necessidades
alimentares.
No artigo "Conhecimento e consumo dos produtos diet e light e a
compreensão dos rótulos alimentares por consumidores de um supermercado do
município de Caxias do Sul, RS - Brasil", publicado em agosto de 2013 na Nutrire,
verificou-se o consumo dos produtos diet e light, se os consumidores estão
consumindo de forma correta esses produtos e se há entendimento em relação aos
rótulos alimentares. Foi aplicado um questionário com questões objetivas para
identificar o conhecimento e o entendimento dos produtos diet e light, e dos
rótulos alimentares, para 150 pessoas em um mercado. Então, observou-se que a
população consome mais produtos light (40,7%) do que diet (24,7%), e que 38,7%
dos pesquisados responderam corretamente o conceito light; quanto ao conceito
diet, 56% responderam de forma errada. Além disso, foi visto que há falta de
entendimento em relação ao conhecimento desses produtos e quanto à compreensão
dos rótulos alimentares, o conhecimento foi parcial e os entrevistados
consideram que as informações nutricionais apresentadas não são claras.
NUNES, Sheron
Torresan; GALLON, Carin Weirich. Conhecimento e consumo dos produtos diet e light e a compreensão dos rótulos alimentares por consumidores de
um supermercado do município de Caxias do Sul, RS – Brasil. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim., São
Paulo, v. 38, n. 2, p. 156-171, ago. 2013.
Link para o artigo original
* Escrito pelo bolsista do projeto "Avaliação do consumo de gordura trans e risco de doenças cardiovasculares em indivíduos que buscam o Ambulatório de Nutrição no SASC – HU – UFSC".
* Escrito pelo bolsista do projeto "Avaliação do consumo de gordura trans e risco de doenças cardiovasculares em indivíduos que buscam o Ambulatório de Nutrição no SASC – HU – UFSC".
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Artigo: Relação entre porção, medida caseira e presença de gordura trans em rótulos de produtos alimentícios
Gostaríamos de divulgar o recém-lançado artigo "Relação entre porção, medida caseira e presença de gordura trans em rótulos de produtos alimentícios", que conta com a colaboração de graduandos, mestrandos e professores do curso de Nutrição, e traz um esclarecedor texto sobre a a presença da gordura trans na rotulagem de produtos alimentares.
Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a presença de gordura trans e as informações sobre porção e medida caseira declaradas em rótulos de produtos alimentícios processados e ultraprocessados. Foram analisadas as informações nutricionais presentes em rótulos de produtos alimentícios comercializados em um supermercado de Florianópolis-SC, Brasil. A presença de gordura trans foi avaliada na informação nutricional e verificada pela citação de componentes com gordura trans na lista de ingredientes, sendo calculada a prevalência de falsos negativos. Estimaram-se as prevalências de alimentos com gordura trans e falsos negativos, bem como foi analisada a associação entre o fracionamento da medida caseira, a presença de gordura trans e o tamanho da porção pelo teste qui-Quadrado, considerando um valor-p < 0,05 como indicativo de significância estatística. Os resultados mostraram que metade dos 1855 alimentos analisados apresentou gordura trans na lista de ingredientes. O percentual de falsos negativos foi de 32,8%. Observou-se maior prevalência do fracionamento da medida caseira nos alimentos com gordura trans na lista de ingredientes e nos falsos negativos, especialmente entre alimentos com tamanho de porção adequada ou < 70% do tamanho recomendado pela legislação brasileira. Os resultados indicam que tamanhos de porções muito pequenas e fracionamento de medidas caseiras podem estar sendo utilizados para não destacar a presença de gordura trans na informação nutricional. Percebe-se a necessidade de reformulação na legislação brasileira considerando a recomendação de eliminação da gordura trans para o aprimoramento das informações sobre porção e medida caseira nos rótulos de produtos alimentícios processados e ultraprocessados.
Palavras-chave: Ácidos Graxos. Rotulagem Nutricional. Informação Nutricional. Alimentos Industrializados.
MACHADO, Priscila Pereira; KRAEMER, Mariana Vieira
dos Santos, KLIEMANN, Nathalie; GONZÁLEZ-CHICA, David Alejandro; PROEN, Rossana
Pacheco da Costa.
Relação entre porção, medida caseira e presença de gordura trans em rótulos de produtos alimentícios.
Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/106/1826.pdf
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Artigo – Gorduras na Dieta e Saúde: Recomendações dietéticas no Contexto da Evidência Científica
Glen D. Lawrence, do Departamento de Química e
Bioquímica da Universidade de Long Island, Brooklyn, Nova York (EUA), lançou o
artigo “Gorduras na Dieta e Saúde: Recomendações dietéticas no Contexto da
Evidência Científica” (Dietary Fats and
Health: Dietary Recommendations in the Context of Scientific Evidence) na
revista internacional Advances in
Nutrition, em maio de 2013.
O artigo revela que embora
os primeiros estudos mostrassem que as dietas ricas em gordura saturada com
níveis muito baixos de ácidos graxos poliinsaturados causassem o aumento do
colesterol sérico, e que outros revelaram que os níveis altos de colesterol
sérico aumentam o risco de doença arterial coronariana, a evidência de que as gorduras
saturadas na dieta aumentassem o risco de doença arterial coronária ou que causassem
morte prematura foi fraco. Ao longo dos anos, os dados revelaram que os ácidos
graxos saturados da dieta não estão associados com o risco de doença arterial
coronariana e outros efeitos adversos para a saúde, ou na pior das hipóteses
são fracamente associada em algumas análises quando outros fatores que contribuem
podem ser negligenciados. Foram encontrados vários estudos recentes que indicam
que os ácidos graxos saturados, particularmente em produtos lácteos e óleo de
coco, podem melhorar a saúde.
Verificou-se
que a substituição de gorduras saturadas na dieta por carboidratos,
especialmente os açúcares, resultou no aumento da obesidade e suas complicações
associadas de saúde. Foram propostos mecanismos bem estabelecidos para os
efeitos adversos à saúde de algumas alternativas ou substituição de nutrientes,
como carboidratos simples e ácidos graxos poliinsaturados. O foco em uma dieta
que objetive apenas o controle do colesterol pode ser discutível tendo em conta
que há vários outros fatores que aumentam o risco de doença cardíaca - não
somente o colesterol LDL. Concluiu-se que os efeitos adversos para a saúde que
têm sido associados com as gorduras saturadas no passado são provavelmente
devido a diferentes fatores do que somente à ingestão de ácidos graxos saturados.
LAWRENCE, Glen D. Dietary Fats and Health: Dietary Recommendations in the Context of Scientific Evidence. Advances in Nutrition, EUA, v.4, n.3, p.294-302, 2013.
Disponível em: http://advances.nutrition.org/content/4/3/294.abstract
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Folder: Interpretação de rotulagem nutricional relacionado à presença de gordura trans nos alimentos industrializados
Este folder foi desenvolvido pelos bolsistas visando a promoção da alimentação saudável e livre de gordura trans das pessoas que procuram atendimento no SASC-HU-UFSC e à comunidade em geral.
REFERÊNCIAS:
ANVISA. FAQ - Sistema de Perguntas e
Respostas.
Brasília: ANVISA. Disponível em:
.
Acesso: 10 out. 2013.
ANVISA. Gordura Trans.
Brasília: ANVISA, 2011. Disponível em:
. Acesso: 05 out.
2013.
ANVISA. Rotulagem Nutricional
Obrigatória Manual de Orientação aos
Consumidores Educação para o Consumo
Saudável.
Brasília: ANVISA, 2001. Disponível em:
.
Acesso: 10 out. 2013.
COSTA, André Gustavo Vasconcelos;
BRESSAN, Josefina; SABARENSE, Céphora Maria; MARTIN, Clayton Antunes et al.
Ácidos Graxos Trans:
Alimentos e Efeitos na Saúde. Archivos
Latinoamericanos
de Nutrición,
Caracas, v. 56, n. 1, p.12-21, mar. 2006.
FOOD AND DRUGS ADMINSTRATION (FDA). Talking
about
trans
fat:
what
you
need
to
know.
U.S.A.: FDA, 2013. Disponível em:
. Acesso
em: 03 out. 2013.
MERÇON, Fábio. O que é uma gordura trans? Revista
Química Nova na Escola,
Rio de Janeiro, v. 32, n. 2, p. 78-83, maio 2010.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Gordura Trans
As gorduras são formadas por
moléculas chamadas de triacilgliceróis - provenientes do glicerol e de três
moléculas de ácidos graxos, que podem ser saturados ou insaturados. Devido a uma insaturação
entre átomos de carbono, os ácidos graxos podem ter a formação de dois isômeros
geométricos, um cis e o outro trans. Os ácidos graxos cis ocorrem predominantemente na
natureza, enquanto que a formação dos ácidos graxos trans geralmente acontece no processo de hidrogenação parcial de
óleos vegetais. Desta forma, o termo gordura trans provém da presença de insaturações trans nas moléculas de ácidos graxos dos triacilgliceróis presentes
na composição da gordura (MERÇON, 2010).
Segundo
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a gordura trans é um tipo específico de gordura formada
por um processo de hidrogenação natural ou industrial, estando presente
principalmente em alimentos industrializados (ANVISA, 2011).
A gordura trans sempre esteve presente na alimentação humana por meio do consumo
de carnes, leite e seus derivados - fontes naturais de gordura trans por serem obtidos de animais
ruminantes (sub-ordem dos mamíferos que abrange os bovinos) em que ocorre o
processo de biohidrogenação, no qual ácidos graxos cis ingeridos são parcialmente hidrogenados por sistemas
enzimáticos da flora microbiana que estão no rúmen (MERÇON, 2010).
Porém, durante o século XX, a produção
de gordura vegetal hidrogenada teve sua produção aumentada devido a seu baixo
custo e por acreditarem que seria um alimento substituto da manteiga e as
gorduras animais - que na época eram vistas como vilãs para a saúde (COSTA et al. , 2006). Sendo assim, a
hidrogenação parcial de óleos vegetais utilizados na fabricação de margarina e
gordura hidrogenada se caracteriza como a principal fonte de gordura trans (MERÇON, 2010).
De acordo com o Food and Drugs Adminstration (FDA, 2013), agência regulamentadora de
alimentos e fármacos nos Estados Unidos, atualmente a gordura trans pode ser encontrada em muitos
alimentos que também está presente a gordura saturada, sendo estes as bolachas crocantes
(crackers), cookies, bolos, tortas congeladas, lanches prontos (preparações
congeladas e pipoca de micro-ondas), fast
food, margarina, entre outros. Já a ANVISA (2011) lista que os alimentos mais
ricos em gordura trans são os
industrializados, como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote,
pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros - bem como as gorduras hidrogenadas
e margarinas.
- Escrito por bolsista do projeto "Avaliação
do consumo de gordura trans e risco de doenças cardiovasculares em indivíduos
que buscam o Ambulatório de Nutrição no SASC – HU – UFSC".
REFERÊNCIAS:
ANVISA. Gordura Trans. Brasília:
ANVISA, 2011. Disponível em: .
Acesso: 05 out. 2013.
COSTA, André Gustavo Vasconcelos; BRESSAN, Josefina; SABARENSE, Céphora Maria. MARTIN, Clayton Antunes et al. Ácidos Graxos Trans: Alimentos e Efeitos na Saúde. Archivos Latinoamericanos de Nutrición, Caracas, v. 56, n. 1, p.12-21, mar. 2006.
FOOD AND DRUGS ADMINSTRATION (FDA). Talking about trans fat: what you need to know. U.S.A.: FDA, 2013. Disponível em:
MERÇON,
Fábio. O que é uma gordura trans? Revista
Química Nova na Escola, Rio de Janeiro, v. 32, n. 2, p. 78-83, maio 2010.
domingo, 6 de outubro de 2013
Extensão Nutri NIPEAD - SASC - HU – UFSC
O blog Extensão Nutri é um trabalho conjunto entre professores e alunos bolsistas que desenvolvem ações relacionadas aos projetos de extensão coordenados pela Professora Jussara Gazzola do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O propósito do blog é servir como uma plataforma de informações sobre os temas relacionados à alimentação saudável e livre de gordura trans, além de ser um espaço de divulgação das atividades desenvolvidas e ligadas ao Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Extensão e Atendimento à Dislipidemia (NIPEAD), junto ao Serviço de Atendimento à Saúde da Comunidade Universitária (SASC) - HU - UFSC.
Sintam-se à vontade para opinar, sugerir temas ou tirar dúvidas por meio da seção de comentários ou do e-mail nipead.extensaonutri@gmail.com.
Sintam-se à vontade para opinar, sugerir temas ou tirar dúvidas por meio da seção de comentários ou do e-mail nipead.extensaonutri@gmail.com.
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