quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o consumo de carnes processadas e embutidos


Segundo a OMS o consumo de carnes processadas e embutidos, como hambúrgueres, salsinhas, presunto, linguiça e bacon, por exemplo, são considerados cancerígenos para os seres humanos, estando associado ao câncer colorretal. A OMS, considera carne processada como sendo qualquer tipo de carne transformada como sal, curada ou defumada, essas técnicas tem como finalidade realçar o sabor e conservar os alimentos.
Além disso, carnes vermelhas foram classificadas como "provavelmente cancerígenas, com base em indícios limitados, segundo os quais seu consumo induz ao câncer". Por "carnes vermelhas", o relatório afirma que devem ser entendidos "todos os tipos de carne procedentes de tecidos musculares" de mamíferos, incluindo a carne bovina, suína, ovina, equina e caprina.




Ainda, com relação às carnes vermelhas, a OMS enfatiza que as evidências existem, mas são "limitadas". Agora, quanto às carnes processadas, já existem evidências suficientes.  
Embora esteja correta a recomendação da OMS, especialistas brasileiros em câncer afirmam que, a diminuição do consumo de carnes processadas e carne vermelha não devem ser considerados como únicos fatores do desenvolvimento da doença.
"Não é preciso banir o alimento da dieta. O surgimento do câncer tem fatores genéticos e ambientais, como a alimentação, mas também outros fatores como o cigarro e a obesidade", afirma Fábio Guilherme Campos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.
Ainda, segundo o especialista, as carnes processadas são mais prejudiciais ao organismo por conterem componentes que favorecem a produção de substâncias que causam lesão no DNA das células, favorecendo a formação de tumores. "Quem tem casos da doença na família deve ficar ainda mais atento."
No entanto, a própria OMS diz que a carne vermelhas traz benefícios conhecidos para a saúde e que o risco de câncer aumenta conforme a quantidade consumida. Então, é uma questão de ter uma dieta equilibrada.


domingo, 25 de outubro de 2015

Óleo de coco

O coco e o óleo de coco (Coco nucifera) são importantes fontes naturais de gorduras saturadas, especialmente de ácido láurico (C12:0). O óleo, em geral, é extraído a frio a partir da massa do coco.

Sabe-se que o nível de saturação determina a consistência da gordura em temperatura ambiente. Quanto maior o grau de saturação, mais dura a gordura será. No entanto, o óleo de coco é uma exceção, pois apesar de ser altamente saturado, é líquido, devido à predominância de ácidos graxos de cadeia média (AGCM), que correspondem a 70-80% de sua composição.

Os AGCM são rapidamente absorvidos no intestino, mesmo sem sofrer ação da enzima lipase pancreática. Já os ácidos graxos de cadeia longa (AGCL) necessitam da lipase pancreática para a absorção e são transportados pela linfa para a circulação sistêmica na forma de quilomícrons, para depois atingir o fígado, onde eles passam por beta-oxidação, biossíntese de colesterol, ou são resintetizados como triglicerídeos. Os AGCM são transportados pela veia porta para o fígado, onde são rapidamente oxidados, gerando energia. Ao contrário dos AGCL, os AGCM não participam do ciclo de colesterol.

Não se sabe se a substituição de óleos como azeite, soja, milho e canola por gordura saturada, principal fonte de gordura do óleo de coco, poderá ser benéfica, pois a gordura saturada está associada à elevação do colesterol total. Além disso, em relação aos demais tipos de gorduras saturadas, o ácido láurico apresenta maior poder em elevar o LDL-C e HDL-C.

Diversos estudos têm encontrado forte associação da ingestão de gordura trans e saturada com a síntese de biomarcadores inflamatórios em comparação a ácidos graxos poli-insaturados. O alto consumo de ácidos graxos saturados relaciona-se à lipotoxicidade de diversos órgãos e pode aumentar o risco para DCV.

Assim, o posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o uso do óleo de coco para perda de peso é a seguinte:


"Considerando que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de coco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito; Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso; 
Considerando que o uso do óleo de coco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico; A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde. 
A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró- inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular."


Referências:

LOTTENBERG,  A. M. P. Importância da gordura alimentar na prevenção e no controle de distúrbios metabólicos e da doença cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, São Paulo, v. 53, n. 5, p.595-607, jul. 2009. Disponível em: . Acesso em: 18 out. 2015.
RODRIGUES, A. Óleo de Coco – Milagre para emagrecer ou Mais um Modismo? Abeso, São Paulo, p.5-7, abr. 2012.
SANTOS, R. D. et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 100, n. 1, p.1-40, jan. 2013.

domingo, 4 de outubro de 2015

Tipos de gorduras e seus benefícios

A Associação Brasileira de Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) esclarece algumas dúvidas frequentes sobre tipos de gorduras e seus benefícios à saúde.

Gorduras saturadas estão presentes em carnes, leites e derivados e desempenham importantes papeis dentro de nossas células, e portanto seus consumo, em moderação faz parte de uma dieta saudável.

Os ácidos graxos saturados não são iguais em suas ações sobre o risco cardiovascular e alterações metabólicas. O ácido esteárico, presente no cacau, não influencia na concentração plasmática de colesterol. Já os ácidos láurico e mirístico, presentes em grande quantidade no coco, apresentam maior potencial de elevar a colesterolemia. Além disso, o acido láurico é também  presente no LPS (substância produzidas por alguma bactérias) e gera um processo inflamatório, que pode aumentar o risco de doenças crônicas, como diabetes, obesidade e doença cardiovascular.

Alguns ácidos graxos como ômega 3 e 6 são essenciais, ou seja não são produzidos pelo nosso organismo e, portanto, devem fazer parte de nossa alimentação, sendo suas principais fontes, na dieta brasileira, óleos vegetais, como soja e canola. Diversos estudos da literatura evidenciam que a substituição de parte da gordura saturada da dieta por essas gorduras poli-insaturadas são benéficas.

Ainda, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da ABESO traz uma nota de posicionamento sobre o uso do óleo de coco para perda de peso.

Considerando que não há qualquer evidencia nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso, e que pode ser deletério para pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados.
A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências cientificas de eficácia e apresentar potencias riscos para saúde.  Ainda, não recomenda o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas, como soja, oliva, canola e linha, com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.




domingo, 20 de setembro de 2015

Gordura interesterificada: é seguro o seu consumo?

Devido à crescente preocupação com o impacto nutricional da gordura trans na saúde, a indústria alimentícia começou a utilizar a interesterificação em alternativa tecnológica ao processo de hidrogenação parcial, uma vez que viabiliza a produção de óleos e gorduras com características específicas. 

As gorduras interesterificadas podem ser produzidas industrialmente a partir de método enzimático ou químico, sendo este último o preponderante. A interesterificação química é utilizada para modificar óleos e gorduras, aumentado o seu ponto de fusão, possibilitando a formação de uma gordura mais dura. 

Com a finalidade de garantir características organolépticas semelhantes às proporcionadas pelas gorduras trans, a indústria optou pelas gorduras interesterificadas como uma alternativa plausível, em razão de conferirem textura e sabor desejáveis. Embora as gorduras interesterificadas sejam isentas de trans, observa-se aumento na quantidade de ácidos graxos saturados, além da modificação na distribuição de ácidos graxos nas posições 1, 2 e 3 da molécula de glicerol, cujas alterações podem induzir aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Os dados da literatura mostram resultados controversos em relação à ação dessas gorduras sobre o perfil lipídico, especialmente pelo fato de que diferentes tipos de ácidos graxos podem ser utilizados na sua formulação. Diante disso, há a necessidade da condução de estudos bem elaborados que avaliem não somente a ação dos diversos ácidos graxos saturados utilizados, mas também as possíveis implicações metabólicas decorrentes da modificação da posição desses ácidos graxos na molécula de glicerol. Além disso, não há publicações que evidenciem a sua ação a respeito do desenvolvimento da placa aterosclerótica.

Dessa forma, pesquisas experimentais e clínicas que contribuam para melhor elucidar a ação dessas gorduras sobre o risco cardiovascular são importantes para garantir a segurança quanto ao seu consumo. Sendo assim, alimentos que em sua composição contenha esta gordura devem ser consumidos moderadamente, de forma preventiva. 


Referência: SANTOS, R.D. et al. I Diretriz sobre o consumo de gorduras e saúde cardiovascular. Arq. Bras. Cardiol.,  São Paulo,  v. 100, n. 1, supl. 3, p. 1-40, Jan. 2013. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015


Mais de 30% das crianças consomem refrigerante antes dos 2 anos

O consumo de produtos com alto teor de açúcar e gordura começa cedo no Brasil. Estudo inédito do Ministério da Saúde revelou que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial. Este é o terceiro volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que traz medidas inéditas da população do país, como peso, pressão arterial e circunferência da cintura. Além das mudanças nos hábitos alimentares na infância, os dados alertam para os crescentes índices de excesso de peso e obesidade em adultos.


“O excesso de peso é um problema grave, porque é um fator de risco para doenças do coração e outros problemas crônicos. É fundamental trabalharmos o incentivo a prática de exercícios e alimentação saudável desde cedo com as nossas crianças para reverter esse quadro. As crianças, muitas vezes, ajudam na conscientização e mudança de hábito dos pais”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Apesar da presença de produtos industrializados na alimentação das crianças, o estudo demonstrou que as mães brasileiras continuam amamentando seus filhos mesmo após os seis meses de idade, período preconizado para o aleitamento exclusivo. Mais da metade (50,6%) das crianças entre nove e 12 meses estão em aleitamento materno de modo complementar. Meninos e meninas com menos de dois anos representavam, no período estudado, 5,7 milhões de pessoas.



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Açúcar - Qual a melhor opção?

Hoje em dia, podem ser encontrados à venda nos supermercados diferentes tipos de açúcar, em que o sabor, textura e composição nutricional variam de acordo com os processos de refinamento pelo qual cada um dos tipos passa. Para auxiliar no momento da escolha de compra, conheça a diferença entre alguns deles para se fazer uma escolha consciente e que melhor se adeque às suas necessidades: 

  
Açúcar refinado ou branco: É o açúcar mais comum nos supermercados. Em seu refinamento, aditivos químicos como o enxofre resultam na aparência clara e uniforme, perda superior a 90% de seus micronutrientes.


Açúcar cristal: Possui grãos maiores e mais transparentes que o refinado, tornando-o mais difícil de ser dissolvido em líquidos. Suas características se deve a técnica de refinamento, na qual 90% dos micronutrientes são perdidos. 



Açúcar demerara: Este açúcar apresenta leve refinamento durante o qual não recebe nenhum aditivo químico, mantendo sua composição de micronutrientes, como o cálcio e ferro. 



Açúcar mascavo: É a forma mais bruta da cana-de-açúcar, mantendo assim seus micronutrientes, como o cálcio e ferro, sendo considerado um dos açúcares mais saudáveis. Apresenta coloração caramelo e consistência úmida, com sabor que lembra rapadura. 



Açúcar light: Este açúcar surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, em que este adoça quatro vezes mais que o açúcar branco. É utilizado com o intuito de se reduzir as calorias, no entanto, deve-se estar atento ao adoçante presente em sua composição, por serem substâncias químicas e deve ser utilizado com cautela.



Lembre-se: qualquer seja o tipo de açúcar de sua preferência, o excesso aumenta os níveis de triglicerídeos no sangue e probabilidade de diabetes e obesidade, por isso use sempre moderadamente.


Fonte: GLOBO. Minas Gerais, 2014.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Qual é a quantidade de açúcar em sua alimentação?



Devido a correria do dia-a-dia, do ritmo acelerado a qual vivemos, pode ser uma missão difícil manter em equilíbrio saudável de nutrientes em nossa alimentação. O açúcar é um desses nutrientes, e as células do nosso organismo não funcionariam sem ele. No entanto, consumir muito açúcar está associado a vários problemas, como por exemplo a má saúde dentária, obesidade e diabetes mellitus tipo 2.  

 O que é o açúcar?

Açúcar é um hidrato de carbono que tem como características sabor adocicado. Podem ser encontrado em diversas formas, os três principais tipos de açúcar são sacarose (açúcar de mesa), lactose (açúcar de leite) e frutose (açúcar das frutas). Porém, a adição de açúcar em excesso não contém benefícios para saúde.


A American Herart Association (AHA) disseram que a adição de açúcares “contribuem zero nutrientes” e são “calorias vazias”, que pode levar a quilos a mais, ou mesmo a obesidade, reduzindo, assim, a saúde do coração.

No início do 2014 a Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou para uma redução na ingestão diária de açúcar, e recomenda que apenas 5% do total de calorias ingeridas ao dia venham do açúcar. Essa Taxa equivale a 25 gramas de açúcar por dia (cerca de seis colheres de chá). A recomendação abrange todos os tipos de açúcar (sacarose, glicose e frutose), vindo de alimentos como açúcar de mesa, mel, sucos e polpas de frutas ou adicionadas a produtos industrializados.

Estar ciente dos teores de açúcar existentes nos alimentos e bebidas torna-se fundamental, vital para saúde.  Ainda mais que os produtos comercializados possuem grande quantidade de açúcar de adição em sua composição. Para controlar o consumo de alimentos com muita açúcar é importante analisar sempre os rótulos alimentares (lista de ingredientes), a lista de ingredientes segue em forma decrescente, ou seja, dos ingredientes que possuem maior quantidade no produto para os de menor quantidade.  

 Exemplos de alguns produtos e suas respectivas quantidades de açúcar:
  • Barra de chocolate de leite (44g): 5,75 colheres de chá de açúcar
  • M&Ms pacote (45g): 5,75 colheres de chá de açúcar
  • Coca cola (uma lata): 7 colheres de chá de açúcar
  • Red Bull (uma lata): 7,5 colheres de chá de açúcar
  • Chocolate quente (uma caneca): 4,5 colheres de chá de açúcar
  • Muffin (um bolinho): 4,75 colheres de chá de açúcar

 As frutas também contém açúcar, mais é o açúcar natural das frutas, frutas frescas não contém adição de açúcar. Além disso, possuem outros componentes essências, como as fibras, que retardam a absorção da glicose no sangue, reduzindo dessa forma o aumento da glicose no sangue, que ocorre após a refeição. Esta situação pode ajudar pessoas diabéticas a terem uma melhor controle dos níveis de açúcar no sangue.

Fontes: