A Associação Brasileira de
Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) esclarece algumas dúvidas
frequentes sobre tipos de gorduras e seus benefícios à saúde.
Gorduras saturadas estão
presentes em carnes, leites e derivados e desempenham importantes papeis dentro de
nossas células, e portanto seus consumo, em moderação faz parte de uma dieta
saudável.
Os ácidos graxos saturados
não são iguais em suas ações sobre o risco cardiovascular e alterações
metabólicas. O ácido esteárico, presente no cacau, não influencia na
concentração plasmática de colesterol. Já os ácidos láurico e mirístico,
presentes em grande quantidade no coco, apresentam maior potencial de elevar a
colesterolemia. Além disso, o acido láurico é também presente no LPS (substância produzidas por
alguma bactérias) e gera um processo inflamatório, que pode aumentar o risco de
doenças crônicas, como diabetes, obesidade e doença cardiovascular.
Alguns ácidos graxos como
ômega 3 e 6 são essenciais, ou seja não são produzidos pelo nosso organismo e,
portanto, devem fazer parte de nossa alimentação, sendo suas principais fontes,
na dieta brasileira, óleos vegetais, como soja e canola. Diversos estudos da
literatura evidenciam que a substituição de parte da gordura saturada da dieta
por essas gorduras poli-insaturadas são benéficas.
Considerando que não há qualquer evidencia nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda
de peso, e que pode ser deletério para pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados.
A SBEM e a ABESO posicionam-se
frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade
de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências cientificas de eficácia
e apresentar potencias riscos para saúde. Ainda, não recomenda o uso regular de óleo de
coco como óleo de cozinha. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras
insaturadas, como soja, oliva, canola e linha, com moderação, é preferível para
redução de risco cardiovascular.
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