Artigo publicado pela revista médica The New England Journal
of Medicine, acompanhou 30 mil pessoas por um
período de 30 anos e constatou que com o consumo regular de oleaginosas, como
nozes, amêndoas, castanhas, entre outros, menor era a probabilidade de morte dessas
pessoas durante o estudo.
Os indivíduos que consumiam oleaginosas uma vez por semana
mostraram ser 11% menos propensos a morrer durante a pesquisa, consumo de até
quatro porções semanais foi associado à redução de 13% do número de mortes e o
consumo de um punhado de oleaginosas por dia reduziu em um quinto a taxa de
mortalidade, quando comparados aos indivíduos que nunca as comiam.
Charles Fuchs, o principal responsável pela pesquisa,
explicou que houve redução de 29% de mortes por doença cardíaca e redução de
11% no risco de morte por câncer e que as oleaginosas parecem colaborar na
redução dos níveis de colesterol, inflamações e resistência à insulina.
A pesquisa constatou também que, em geral, pessoas que
consomem oleaginosas possuem um estilo de vida mais saudável, se exercitam
mais, fumam menos e são menos obesas. Este fato foi considerado durante o estudo, porém foi
verificado que seria pouco provável que apenas o fator ‘estilo de vida saudável’
tenha impacto suficiente para alterar os resultados da pesquisa.
A nutricionista Victoria Taylor, da British Heart
Foundation, organização não-governamental britânica que faz pesquisas e
campanhas de conscientização sobre males cardíacos, apontou que mais estudos
são necessários para comprovar a relação entre longevidade e consumo de
oleaginosas e lembrou que estas podem ser boas substitutas para doces e
chocolates, mas sempre priorizando aquelas simples, sem sal, açúcar ou
coberturas.

