sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Pesquisadores investigam possível tratamento para a alergia a amendoim

Pesquisadores australianos descobriram um possível tratamento para pessoas com alergia a amendoim, um problema que pode levar até à morte em alguns casos. De acordo com o estudo, realizado pelo Instituto Murdoch de Pesquisas Infantis, a maioria dos indivíduos que participaram dos testes clínicos terminaram o experimento comendo amendoim sem apresentar qualquer reação.

A equipe de pesquisadores deu a cerca de 30 crianças alérgicas uma dose diária de proteína de amendoim junto com um probiótico em uma quantidade crescente ao longo de um período de 18 meses. O probiótico utilizado no estudo foi o Lactobacillus rhamnosus e a dose foi equivalente a cerca de 20 kg de iogurte por dia. No final do ensaio, 80% das crianças puderam comer amendoins sem qualquer reação.

Quase três em cada 100 crianças australianas têm alergia a amendoim.
“Estamos focados em alergia a amendoim porque geralmente permanece ao longo da vida e é a causa mais comum de morte por anafilaxia alimentos”, disse o pesquisador-chefe Mimi Tang.

Mais pesquisas são agora necessárias para confirmar se os pacientes ainda podem tolerar amendoim no futuro. Tang advertiu contra tentar o tratamento em casa. “Algumas famílias podem estar pensando em tentar em casa e eu recomendo fortemente contra isso. Em nosso estudo algumas crianças tiveram reações alérgicas, por vezes, reações graves. No momento, este tratamento só pode ser tomado sob a supervisão de médicos, como parte de um ensaio clínico.”

Referência
TANG, Mimi L.k. et al. Administration of a probiotic with peanut oral immunotherapy: A randomized trial. Journal Of Allergy And Clinical Immunology, v. 10, n. 1016, 13 jan. 2015.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Artigo: Associação entre o consumo de grãos integrais e risco de mortalidade


 

RESUMO

Importância: Maior ingestão de grãos integrais tem sido associada a um menor risco das principais doenças crônicas, como o diabetes mellitus tipo 2 e doença cardiovascular (DCV), embora o potencial de evidência seja limitado  a respeito da associação de grãos integrais com a mortalidade.

Objetivo: Examinar a associação entre o consumo de grãos integrais na dieta e risco de mortalidade.

Método:   Foram investigados 74.341 mulheres do Nurses' Health Study (1984-2010) e 43.744 homens do Health Professionals Follow-Up Study (1986-2010), dois grandes estudos prospectivos de coorte. Todos os pacientes estavam livres de doenças cardiovasculares e câncer no início do estudo.

Resultados: Após o ajuste dos possíveis fatores de confusão, incluindo a idade, tabagismo, índice de massa corporal e atividade física, o maior consumo de grãos foi associado com uma menor mortalidade total e DCV, mas não mortalidade por câncer. 
Estimou-se também que cada porção (28 g/dia) consumida de grãos integrais foi associada com redução de 9% da mortalidade por DCV, enquanto o mesmo nível de consumo foi não significativamente associado à diminuição da mortalidade por câncer.

Conclusões: Estes dados indicam que o maior consumo de grãos está associado com menor mortalidade total e DCV em homens e mulheres nos Estados Unidos, independentemente de outros fatores dietéticos e de estilo de vida. Estes resultados estão em linha com as recomendações que promovam o aumento do consumo de grãos integrais para facilitar a prevenção de doenças.


Referência: WU, Hongyu et al. Association Between Dietary Whole Grain Intake and Risk of Mortality: Two Large Prospective Studies in US Men and Women. Jama Intern Med. 05 jan. 2015.