domingo, 21 de setembro de 2014

Artigo: Estudo sugere que adoçantes artificiais não calóricos podem predispor a diabetes

Estudo publicado em setembro de 2014 pela revista Nature indica que o consumo de adoçantes não calóricos podem estar associados com a intolerância à glicose e risco de diabetes. Isto porque as substâncias presentes nestes adoçantes alterariam o equilíbrio das bactérias intestinais responsáveis pelo metabolismo dos carboidrados. 

Adoçantes artificiais não calóricos (AAN) estão entre os aditivos alimentares mais utilizados em todo o mundo, regularmente consumidos por tanto por indivíduos obesos quanto por indivíduos com o peso adequado. O consumo dos AAN é considerado seguro, porém dados científicos permanecem escassos e controversos.

As formulações normalmente utilizadas nos AAN impulsionaria o desenvolvimento da intolerância à glicose através da indução de alterações composicionais e funcionais da microbiota intestinal. A reação das pessoas aos adoçantes pode variar dependendo do tipo de bactéria que abrigavam. Foram identificadas duas populações diferentes de micróbios intestinais, uma que provocou a intolerância à glicose quando exposta aos edulcorantes e outra que não. Algumas bactérias também reagiram a adoçantes artificiais através da secreção de substâncias que provocaram uma resposta inflamatória semelhante a uma overdose de açúcar.

Os resultados demonstram ligação do consumo de AAN com a disbiose e distúrbios metabólicos, sendo necessária a reavaliação de seu uso maciço. Os cientistas pediram cautela com os resultados da pesquisa, já que os testes foram feitos em apenas sete voluntários humanos até o momento. No entanto, eles já recomendam que todos evitem o uso exagerado de adoçante, substituindo as bebidas açucaradas por a água.


Referência: SUEZ, Jotham et al. Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota. Nature, v. 10, n. 1038, set. 2014. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2014.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quase metade dos brasileiros se dizem obesos, mas apenas 16% fazem mudanças na alimentação

De acordo com pesquisa, 49,4% das pessoas são sedentárias ou praticam exercício menos de uma vez por semana

    Quase metade dos brasileiros com mais de 16 anos admite que está acima do peso ideal, mas apenas 16% fazem algum tipo de mudança no estilo de vida. Além disso, 49,4% da população é sedentária ou pratica exercício menos de uma vez por semana. Essas são algumas revelações de uma pesquisa do Conecta, plataforma online do Ibope, que entrevistou 1.100 pessoas de todas as regiões e classes sociais do país, entre 6 e 13 de agosto. 
    Os dados confirmam os levantamentos mais recentes do Ministério da Saúde, o qual mostram que 50,8%  da população brasileira tem obesidade ou sobrepeso. De acordo com  o Conecta, 88,7% reconhecem que devem mudar seus hábitos alimentares de forma radical ou moderada.
   A contradição, segundo a diretora executiva da empresa, Laure Castelnau, está na pergunta relacionada à dieta. "A pesquisa mostrou que as pessoas, especialmente acima dos 35 anos, sabem que precisam emagrecer, mas poucas tomam uma atitude nesse sentido", diz. Os indivíduos que decidem reduzir as porções ingeridas ou iniciar a prática de exercícios estão principalmente na classe A. "Nesse grupo, 29% fazem dieta e 13,2% se exercitam todos os dias. São os maiores índices", afirma Laure.
    Quando se analisa as respostas por região, os moradores do Centro-Oeste são os que fazem mais autocrítica em relação ao peso. De acordo com o Conecta, 56,3% se consideram acima do peso. Na contramão, só 41% da população do Sudeste tem a mesma opinião. Já quem mora no Nordeste demonstra mais preocupação médica. Segundo a pesquisa, 46% procuraram, em algum momento da vida, um profissional da saúde para tratar obesidade. No Sul, essa taxa é de 28%.


      Sedentarismo. A combinação de hábitos alimentares inadequados com a falta de atividade física é crucial para a saúde dos brasileiros. Quase 15% não tomam café da manhã, considerada por nutricionistas refeição indispensável, e 33% não fazem nenhum tipo de exercício. “O sedentarismo é ainda maior entre as mulheres”, afirma Laure Castelnau. “A pesquisa mostra que esse índice chega a 40% no público feminino. Os homens, por sua vez, praticam o futebol nos fins de semana.” 

FONTE: FERRAZ, A. Jornal Estadão. São Paulo. set. de 2014. Disponível em <http://estadao.br.msn.com/ciencia/45percent-dos-brasileiros-admitem-sobrepeso-mas-s%C3%B3-16percent-fazem-dieta> Acesso em 04 de set. 2014.