RESUMO:
A atividade física pode ser efetiva tanto na atenção primária quanto na secundária e terciária da saúde. Os objetivos do artigo são analisar a associação entre atividade física e prevenção ou tratamento das doenças crônicas não transmissíveis e incapacidade funcional e rever as recomendações atuais para a prática de exercícios nessas situações.
As recomendações sobre atividade física na prevenção e no tratamento de doenças crônicas abordadas no artigo e incapacidade funcional foram baseadas nos consensos e nas diretrizes mais atuais sobre o assunto, publicados pelas sociedades nacionais, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, Hipertensão e Diabetes, além dos órgãos internacionais como United States Department of Health and Human Services, o American College of Sports Medicine, a American Heart Association e a Organização Mundial de Saúde.
Diversos estudos epidemiológicos mostram associação entre o aumento dos níveis de atividade física e redução da mortalidade geral e por doenças cardiovasculares em indivíduos adultos e idosos. Embora ainda não estejam totalmente compreendidos, os mecanismos que ligam a atividade física à prevenção e ao tratamento de doenças e incapacidade funcional envolvem principalmente a redução da adiposidade corporal, a queda da pressão arterial, a melhora do perfil lipídico e da sensibilidade à insulina, o aumento do gasto energético, da massa e força muscular, e da capacidade cardiorrespiratória, da flexibilidade e do equilíbrio. No entanto, a quantidade e qualidade dos exercícios necessários para a prevenção de agravos à saúde podem ser diferentes daquelas para melhorar o condicionamento físico.
De forma geral, os consensos para a prática de exercícios preventivos ou terapêuticos contemplam atividades aeróbias e resistidas, preferencialmente somadas às atividades físicas do cotidiano. Particularmente para idosos ou adultos, com co-morbidades ou limitações que afetam a capacidade de realizar atividades físicas, os consensos preconizam, além dessas atividades, a inclusão de exercícios para o desenvolvimento da flexibilidade e do equilíbrio.
REFERÊNCIA:
COELHO, Christianne de Faria; BURINI, Roberto Carlos. Atividade física para a prevenção e tratamento das doenças crônicas não transmissíveis e da capacidade funcional. Rev.
Nutr., Campinas, v. 22, n. 6, p.937-946, dez. 2009.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732009000600015&lng=pt&nrm=iso.
